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Equinócio de Primavera: 8 tradições culturais (e gastronômicas)

equinócio de primavera
Fonte: Ogham Art
A primavera é o momento do ano em que o ciclo de vida, morte e renascimento se completa, ou seja, é hora da natureza despertar e renascer.

O Equinócio de Primavera ocorre no Hemisfério Norte em 21 de março e em 21 de setembro no Hemisfério Sul. É nessa época que os dias mais quentes e ensolarados começam a dar o ar da graça.

Conforme a natureza floresce e uma nova vida retorna, a "ressurreição" é um tema que está sempre presente, principalmente no Hemisfério Sul, que praticamente coincide este equinócio com a Páscoa. O artigo, Mas afinal... A Páscoa é de origem pagã, judaica ou cristã?, explica esta relação. 

Esta é a estação do equilíbrio, quando a luz do dia tem a mesma duração da escuridão da noite, é o momento de celebrar o renascimento do solo. 

Celebrando a Primavera

Desde a antiguidade, celtas, gregos, babilônios, sumérios e egípcios, agradeciam à mãe natureza por todos benefícios que ela lhes proporcionava, desde ervas medicinais até os alimentos. Entre as formas de agradecimento, estavam as festas e os rituais para cada estação do ano.

A primavera é a estação em que a fertilidade está em alta e merece muita celebração, afinal, é momento de todos os seres vivos na face da terra, plantas, animais e homens, despertarem para um novo ciclo mais fértil e mais colorido.

Ostara, para os pagãos, é o ritual que celebra a chegada da primavera, a fertilidade da terra e a abundância. Se prestarmos atenção, veremos a natureza se manifestando em toda a sua plenitude. Por isso, é momento de dar boas-vindas à vida após um longo período escuro e frio.

As celebrações culturais por  aí...

As tradições de Equinócio de Primavera variam de uma região para outra. É muito interessante descobrir como as culturas observam a estação:

1. Irã

equinócio de primavera
Fonte: Aze.media / National Geographic

No Ruz/NowRuz: festival de celebração do Equinócio da Primavera praticada pela dinastia de reis persas. No Ruz quer dizer 'novo dia' e celebra a esperança e a renovação. O ano novo iraniano começa no dia do equinócio. 

Para estarem preparados para os 13 dias de No Ruz, uns dias antes eles praticam o Chanar-Shanbeh Suri, onde tudo tem que estar completamente limpo e reparado - por exemplo, limpeza pesada, coisas quebradas tem que ser consertadas, casas repintadas, pular fogueira para a própria purificação e absolvição dos pecados, colher as flores para enfeitar o lar. 

A comemoração é feita ao ar livre, na natureza, entre familiares e amigos, pois acreditam que se ficarem dentro de casa, durante os 13 dias, terão má sorte (já que 13 é o número do azar).

8 tradições culturais (e gastronômicas) do
Fonte: Food & Wine / Kosher.com / Middle Eastern Recipes / The Mediterranean Dish

Na mesa dos iranianos não pode faltar ervas, que representam o renascimento, e peixe, que simboliza a vida. Um prato comum de arroz com ervas e peixe é o Sabzi Polo Ba Mahi. Outro que também é bastante consumido pelas ervas na preparação é o Ghormeh Sabzi, um ensopado de cordeiro assado servido com arroz. Há também o Reshteh que faz segurar o destino para o novo ciclo, uma receita de macarrão e arroz. Eles também consomem Kuku Sabzi, omelete com ervas, uma vez que o ovo representa a fertilidade e a nova vida.

2. Itália

Na Roma antiga, diz a lenda que Cibele era considerada a deusa mãe de todos os deuses e também representava a fertilidade da natureza. Ela era cultuada durante um ritual de fertilidade em Frígia. 

Attis além de ser seu amante também era seu neto, mas devido ao ciúme doentio de Cibele, ele se castrou e se matou. A terra absorveu o seu sangue e fez nascer as primeiras violetas em Frígia e, graças a uma interferência divina, Attis renasceu na primavera, entre 22 e 25 de março. 

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Fonte: Democratic Underground

Tudo indica que em algumas regiões italianas ainda se comemoram a Hilária, uma festa dedicada ao renascimento de Attis e o poder de Cibele, entre 15 a 28 de março. Nos tempos antigos, a Hilária se baseava em vários entretenimentos divertidos e, no último dia, um baile de máscaras, onde os romanos se passavam por outros com o intuito de brincar e tirar sarro um do outro. 

3. Rússia

8 tradições culturais (e gastronômicas) do
Fonte: Radio Free Europe

Maslenitsa é a celebração de retorno do calor e da luz. É um festival que decorre sete semanas antes da Páscoa e por isso é a última oportunidade que os russos podem aproveitar para comer peixe, carne e derivados do leite antes da Quaresma. 

Durante a festa, uma boneca de palha, conhecida como Kostroma, é queimada na fogueira e as sobras de comida também são jogadas na mesma fogueira. As cinzas que restaram são espalhadas pelos campos para fertilizar as colheitas do próximo ciclo.

8 tradições culturais (e gastronômicas) do
Fonte: Pimslevr Blog / Ruspirit

O alimento que faz parte dessa festa é o Blini (panqueca russa de massa fermentada, podendo ser de trigo, aveia, centeio, entre outros, com leite e ovos), simbolizando a volta do sol.

4. Escócia

Whuppity Scoorie é um festival que teve início no século XIX na região de Lanark, sempre no dia 1º de março para celebrar a chegada da primavera. Às 18:00 toca o sino da igreja e as crianças participam da festividade correndo ao redor da igreja de São Nicolau, no sentido horário, fazendo muita algazarra e segurando, acima das suas cabeças, bolas de papel amarradas com barbantes. 

8 tradições culturais (e gastronômicas) do
Fonte: Facebook / Jardineiro do Mundo

Após 3 voltas completas, elas começam uma caça ao tesouro. Ou seja, os membros do conselho da comunidade lançam moedas ao alto para que as crianças as apanhem. Eles acreditam que assim afastarão os maus espíritos do inverno e que o novo ciclo seja abundante.

5. Índia

As lendas por trás de Holi, o festival das cores:

  • Holi vem do nome Holika, irmã do rei e "uma demônia" que era imune ao fogo. O rei exigiu que todos os seus súditos adorassem Holika, mas Prahlad, seu filho, se recusou porque ele já adorava outro deus Vishnu - o qual já tinha salvo a vida de Prahlad algumas vezes. Seu pai não gostou e pediu para que Holika o matasse. A irmã, imune ao fogo, desafiou o sobrinho a sentar no seu colo enquanto ardia a fogueira. Contudo, os seus poderes não funcionaram porque Vishnu os transferiu para Pralad. Ele sobreviveu e a tia não. 

Hoje, as fogueiras são acesas na véspera do festival para celebrar o triunfo do bem sobre o mal. As pessoas cantam e dançam em volta da fogueira e lançam às chamas as figuras de Holika para serem queimadas simbolizando a vitória para o novo ciclo, bem como a boa sorte com as cinzas restantes.

8 tradições culturais (e gastronômicas) do
Fonte: Ornage Smile

  • Sobre as cores do festival: parece que Krishna possuía pele azul e se apaixonou por Radha que não tinha o mesmo tom de pele que o seu. Então, para que Radha se apaixonasse por Krishna, o seu rosto também foi pintado de azul para que eles ficassem semelhantes. Por causa dessa história, no dia seguinte da fogueira, assim que o sol nasce, as pessoas vão para as ruas e jogam, umas nas outras, tinta em pó colorida (gulal) e água durante a festividade. 
Mas não para por aí, cada cor tem o seu significado: azul, o céu e a pele de Krishna; verde, a natureza, simbolizando o início da primavera e algo novo; amarelo, conhecimento e inteligência; vermelho, fertilidade e amor; rosa, compaixão; e roxo, mistério. Além das pétalas de flores de rosas, margaridas, calêndulas e girassóis. Conclusão: pessoas molhadas e totalmente coloridas dos pés à cabeça!

Na gastronomia, umas coisas que dão água na boca:

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Fonte: Travel.Earth / The Kitchn

Gujiya: é um bolinho doce superpopular no festival. A receita contêm khoya (produto derivado do leite, um tipo de queijo que se assemelha a ricota), farinha ou sêmola. Ele pode ser frito ou assado e recebe vários recheios, como frutos secos, coco, chocolate, etc.  

Dahi Vada: bolinho salgado frito a base de farinha e lentilha, afogado num iogurte espesso e envolvido por especiarias em pó. 

Malpua: é um tipo de panqueca doce. A massa é de farinha, banana, cardamomo e açúcar, depois é frita em ghee (manteiga clarificada) e mergulhada numa calda de açúcar. Geralmente é servido com rabdi, um leite grosso com açúcar. Aliás, o toque final varia conforme a região indiana.

Thandai: é uma bebida gelada muito popular durante o festival. É feita com diversas ervas, leite, açúcar, amêndoas e açafrão.

6. Japão

O Hanami é um festival tradicional que dá as boas-vindas à primavera, que valoriza e admira a natureza em sua plenitude desde o Período Nara (710-794). Tudo indica que divindades foram abençoadas nas árvores de sakura. 

8 tradições culturais (e gastronômicas) do
Fonte: Mental Floss / Live Japan

Os agricultores oravam para que as flores de cerejeira aumentassem a colheita. A beleza das árvores de sakura se tornou o foco nesta época. As flores rosas de cerejeiras são celebradas por todos e a festividade ocorre ao ar livre sob as árvores com comida e bebida, podendo ser durante o dia ou à noite.

As celebrações noturnas incluem lanternas de papel que são penduradas entre as cerejeiras, mostrando um novo olhar de contemplar a beleza de suas flores. Outra tradição de celebrar Hanami é beber saquê ou chá, acompanhados de alimentos da estação e doces. O intuito é fazer um piquenique embaixo da árvore.

8 tradições culturais (e gastronômicas) do
Fonte: Just One Cook Book

Entre os comes muitos comuns estão: Hanami Dango é um bolinho doce colorido à base de farinha de arroz e alga; Cherry Blossom Cookies são biscoitos amanteigados crocantes com flores salgadas de cerejeira; e Sushi Chirashi é servido com arroz, legumes variados e frutos do mar.

7. Hungria

Os húngaros também não ficam atrás com seus costumes e crenças relacionados ao Equinócio de Primavera. O Busójárás de Mohács é uma das mais conhecidas e importantes tradições húngaras e que é considerada Patrimônio Mundial da UNESCO.

Busójárás é uma tradição da população de Mohács e que teve origem na perseguição das forças turcas: parece que as pessoas que viviam nessa região se escondiam nos pântanos, vestindo máscaras e fazendo barulhos altos para assustar os supersticiosos soldados turcos. Há quem diga que o povo Šokci levou a tradição dos Balcãs quando se estabeleceu em Mohács.

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Fonte: Souper Apartments

De acordo com as tradições de Šokci, a essência de Busójárás é 'poklade', que significa transformação. Ou seja, a máscara esconde o rosto e a identidade da pessoa que a veste com o intuito de sintonizar a consciência com seus instintos. Nesse festival é permitido tudo o que não seria permitido ou,  no mínimo, inaceitável no quotidiano, totalmente livre dos limites do tempo e do espaço.

"Quando os Busós seguiam de casa em casa, eles anunciavam sua chegada aos moradores com uma buzina. Em seguida, eles fariam o seu caminho através do pátio, fazendo barulho com seus sinos e chocalhos. Eles batiam nos cantos dos edifícios, caminhavam ao redor do gado no estábulo, e o Busó com o saco cheio de cinzas espalhava um pouco de cinzas na cama de palha dos animais, bem como na varanda e na porta, como uma forma de se proteger contra doenças e infortúnios. (...)

Os Busós traziam arados com eles também, que eles usavam para arar o quintal para que houvesse uma colheita abundante na próxima estação. (...)
.
Os grupos de Busós são acompanhados por músicos folclóricos em todos os seis dias do festival. (...)

O traje do Szépbusó é muitas vezes entregue de geração em geração, e algumas peças de roupas tradicionais podem ter centenas de anos. Alguns deles podem até ser mais valiosos do que uma fantasia inteira de Busó"
(Visit Hungary).

A gastronomia é de dar água na boca: 

8 tradições culturais (e gastronômicas) do
Fonte: Daily News Hungary

A essência dos korhelyleves, é claro, é para acalmar uma ressaca depois de uma folia; reduzir dores de cabeça, azia e outros sintomas de ter se divertido demais na noite anterior, e também para repor energia para que você possa enxaguar e repetir.
Source: dailynewshungary.com https://dailynewshungary.com/5-hungarian-recipes-to-celebrate-the-carnival-season-and-scare-away-winter/

Becsinált leves é uma sopa de fricassee azeda e é ideal para tudo, como a maioria das curas húngaras: curar um coração partido ou um resfriado, por exemplo. Nada supera uma sopa quente, nutritiva e deliciosa nos meses invernais graças aos ingredientes e especiarias que a compõem.

Paradicsomos-boros sertéscomb é perna de porco com tomate e vinho; e  Konyakos kacsasült é pato assado com conhaque.

8. Espanha

O Festival das Fallas é uma tradição de Valência e que celebra a chegada da primavera. Em 2016 foi inscrito na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

"A principal característica da Festividade das Fallas, uma tradição das comunidades de Valência e sua diáspora que celebra a chegada da primavera, é o falla gigante. O falla é um monumento composto por ninots (peças de caricatura) criado por artistas locais e artesãos que fornece um cenário sobre questões sociais atuais. Erguido na praça da cidade, o falla é incendiado no final da festividade, que vai de 14 a 19 de março, para simbolizar a chegada da primavera, purificação e rejuvenescimento da atividade social comunitária" (UNESCO).


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Fonte: Pinteres The Guardian

Há desfiles de bandas marciais pelas ruas, refeições ao ar livre e fogos de artifício. A Rainha das Fallas fomenta o festival o ano todo para que moradores e visitantes participem do evento. 

A construção dos ninots é um conhecimento transmitido de uma geração para a outra dentro das famílias que pertencem às comunidades participantes.

"A Festividade das Fallas oferece uma oportunidade para a criatividade coletiva e a salvaguarda das artes e artesanato tradicionais. É também uma fonte de orgulho da comunidade, contribuindo para a identidade cultural e aumenta a coesão social. No passado, a festividade também era uma forma de preservar a língua valenciana quando era proibida" (UNESCO).

8 tradições culturais (e gastronômicas) do
Fonte: Hule y Mantel / Culture Trip / Guiders Valência / Comedera

A comida típica durante o festival é a paella, o churros com chocolate, buñuelos de calabaza - um bolinho frito de abóbora com açúcar, horchata (bebida fria não alcoólica) e fartons (doce comprido) - bebida de "chufa" (de nozes ou amêndoas) que acompanha o doce para mergulhar na bebida.

Claro que há mais países que celebram a entrada da primavera, porém selecionei apenas oito, se não, já viu o pergaminho, né? Contudo uma coisa terá de concordar comigo: não deu vontade de fazer as malas e viajar pra conhecer essas festividades? Qual país você iria primeiro? 

Curiosidade

A terra durante o Equinócio de Primavera vista pela NASA em 23/09/2010:

equinócio de primavera
Fonte: NASA

A essência dos korhelyleves, é claro, é para acalmar uma ressaca depois de uma folia; reduzir dores de cabeça, azia e outros sintomas de ter se divertido demais na noite anterior, e também para repor energia para que você possa enxaguar e repetir.
Source: dailynewshungary.com https://dailynewshungary.com/5-hungarian-recipes-to-celebrate-the-carnival-season-and-scare-away-winter/

Foto do Equinócio de Primavera tirada e explicada pela NASA: "Hoje, o Sol cruza o equador celeste em direção ao sul às 03:09 Hora Universal. Conhecido como equinócio, este evento astronômico marca o primeiro dia do outono no hemisfério norte e a primavera no sul. 

Equinócio significa noite igual. Com o Sol no equador celeste, os habitantes da Terra experimentarão quase 12 horas de luz do dia e 12 horas de escuridão. É claro que no norte os dias continuam a ficar mais curtos, o Sol marcha mais baixo no céu à medida que o inverno se aproxima. 

Para celebrar o equinócio, considere esta visão do Sol em luz ultravioleta extrema do Sol, observando o Solar Dynamics Observatory. Gravada ontem, a imagem em cores falsas mostra a emissão de átomos de ferro altamente ionizados. Loops e arcos traçam o plasma brilhante suspenso em campos magnéticos acima das regiões solares ativas" (NASA, 2010).  

🌻🌷 Que a sua Primavera seja linda, próspera e abundante! 🌸🌹

 

Fontes: Revista Continente; Sapo Lifestyle; Happy Nowruz; Dk Findout; Etimes; Made in Salford; Travel.earth; Tourist Journey; Just One Cook Book; Visit Hungary; Daily News Hungary; UNESCO; El Rincón de Tándem.

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